Cinco anos após seu lançamento, a Coalizão de Economia Circular da América Latina e do Caribe entra em uma nova fase. O que começou como uma visão e uma plataforma para promover entendimento e colaboração regional em torno de políticas de economia circular, agora, foca cada vez mais no apoio à implementação.
Criada em 2021, durante a XXII Reunião do Fórum de Ministras e Ministros do Meio Ambiente da América Latina e do Caribe, a Coalizão busca acelerar a transição para uma economia circular por meio do fortalecimento da cooperação regional, do desenvolvimento de capacidades e do apoio à formulação de políticas públicas. Desde então, consolidou-se como uma ampla rede regional, reunindo 18 países e 66 membros, incluindo governos, instituições acadêmicas e organizações da sociedade civil. A Coalizão é coordenada por um Comitê Diretor composto por seis membros: o Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), que atua como secretaria; a Fundação Ellen MacArthur; o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID); o Climate Technology Centre and Network (CTCN); a Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL); e o Fórum Econômico Mundial.
Por meio de sua atuação na América Latina e no Caribe, a Fundação Ellen MacArthur tem desempenhado um papel relevante na forma como formuladores de políticas compreendem e aplicam os princípios da economia circular. Esse compromisso regional se estendeu naturalmente à Coalizão, que conta com o apoio da Fundação como parceira estratégica desde sua criação. Ao longo dos últimos cinco anos, e impulsionado por uma visão comum de economia circular na região, grande parte do trabalho da Coalizão se concentrou em apoiar governos na construção de um entendimento compartilhado sobre princípios e políticas de economia circular. Esses esforços contribuíram para o desenvolvimento de diversos planos nacionais na região e ajudaram a levar o tema a importantes fóruns internacionais, como a COP 17 de Biodiversidade, na Colômbia, e a COP 30 do Clima, no Brasil.
Agora, à medida que governos em toda a região avançam além da formulação de políticas e buscam soluções práticas para sua implementação, o trabalho da Coalizão evolui para responder a essa demanda, incluindo mecanismos de financiamento, indicadores e estratégias específicas por setor.
Essa mudança ficou evidente em diversas iniciativas ao longo de 2025, ano em que a Coalizão organizou ou apoiou 17 eventos, seis reuniões do comitê diretor e 28 sessões de grupos de trabalho. A maior parte dessas atividades teve como foco o fortalecimento das condições necessárias para a implementação. A atuação da Coalizão no Fórum Mundial de Economia Circular, em São Paulo, por exemplo, destacou estratégias de economia circular voltadas ao desenvolvimento do Sul Global, como a segurança dos sistemas hídricos e a inclusão de trabalhadores informais.
Pedro Prata, Gerente Sênior de Políticas e Instituições para a América Latina, destaca o significado deste momento para a região:
“Nos últimos anos, países da América Latina e do Caribe estabeleceram bases políticas importantes para a economia circular. O próximo passo é a implementação — transformar marcos regulatórios e estratégias em mudanças concretas no design de produtos, nos modelos de negócio e nos sistemas do dia a dia. A Coalizão está ajudando a criar as condições para essa transição.”




